Destacado

Eu

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A prosa sempre foi a vertente da poesia que mais me atrai. Escrevo desde que aprendi a ler e escrever , principalmente quando descobri a magia da poesia.

Os versos imberbes da infância deram lugar aos sofrimentos da paixão adolescente e finalmente cederam a vaga a realidade adulta.

Sou um poeta sem ser poeta, sem métricas ou rimas, cheio de saudades e triste como muitos poetas são.

Tenho inúmeras poesias espalhadas com muitas pessoas que merecem te-las, em minha posse tenho umas mil, mas a cada dia nasce uma nova, seja de alegria, tristeza, dor ou paz, nenhuma perfeita mas todas sinceras.

São letras, frases, poesia.

O fundo da minha tela do smartphone é branco, as letras são pretas, assim como as poesias que tanto escrevi em papel branco e canetas BIC pretas (confesso que algumas eram azul) mas no final sempre serão Poemas em Preto e Branco.

       Milton Cesar 

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Entre nós: papel, caneta, versos e vida

Entre nós: papel, caneta, versos e vida

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A vida tem sido dura (muitas vezes)…

Cheia de altos e baixos…

Dores e alegrias…

Mas acho que isso sim é vida…

Não dou um sorriso que não seja sincero…

Não falo com quem não gosta de mim…

Não sou hipócrita e muito menos disfarço…

Sou o que sou e pronto…

Cada poema é como uma confissão…

A declaração de amor…

A revelação de uma saudade…

Entre nós sempre vai existir o papel

Seja para escrever, ou para ler as páginas de um livro…

Mesmo que a tela branca do tablet insista em roubar o lugar

Este é o papel digital desta era tão moderna…

Mas não largo minha canta BIC…

Rascunhando uma rima, uma prosa, uma poesia…

E assim vou seguindo com meu papel, minha caneta, meus versos tristes…

Minha vida…

Divido aqui tudo o que não falo…

Revelo o que vai no coração…

Desnudo a alma…

Então o que posso dizer?

Entre nós tem papel, caneta, versos e vida…

E tudo isso misturado em uma simples poesia…

Estou iniciando esta nova série de poesias (prosas, versos, seja lá o que for), baseando-se novamente em alguns poemas escritos a bastante tempo, outros novos, mas todos feitos com carinho. Mesmo que eu conseguisse traduzir em versos e rimas, tudo que me vai n’alma, seria infame tentar fazer com que cada leitor sentisse o que sinto… Porém tenho notado a cada comentário, que ao menos a poesia toca cada um de uma maneira impar e é isso o que importa. uma diferença das outras duas séries é que esta terá sempre uma trilha sonora, para acompanhar. Espero que gostem. Desde já obrigado.

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Um Dia, Um Adeus – Guilherme Arantes  botao-de-play-pause_318-43701
Só você pra dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver
A luz, estrela no deserto a me guiar
Farol no mar da incerteza

Um dia, um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura

Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Pra você me perdoar

Ah! Que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais

Ninguém mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou

Ninguém mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu

Bônus

Fragmentos – Bônus

Eu tenho uma relação com a música de anos, acho que praticamente todos os que gostam da poesia tem esta relação. Além disso eu também atuo como DJ (hoje menos do que gostaria), então a música é algo que faz parte do meu ser. Fechei a minha série de poemas chamada Fragmentos, mas não poderia deixar de fazer esta a parte e colocar esta canção que considero maravilhosa… Os versos poderiam facilmente ser uma poesia da que gosto de escrever, mas não tenho este talento. Então:

Não Posso Fazer Você Me Amar

Apague as luzes
Arrume a cama
Diminua essas vozes
Dentro da minha cabeça

Deite-se comigo
Não me conte mentiras
Apenas me segure firme
Não ampare
Não me ampare

Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
E você não pode fazer seu coração sentir
Algo que não sente
E aqui no escuro
Nessas últimas horas
Eu entregarei meu coração
E sentirei o poder
Mas você não vai
Não, você não vai
Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
Se você não me ama

Eu fecho meus olhos
Porque então não verei
O amor que você não sente
Quando você está em casa comigo

Manhã chegará
E irei fazer o que é certo
Apenas me dê até lá
Para eu desistir dessa luta
E eu irei desistir dessa luta

Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
E você não pode fazer seu coração sentir
Algo que ele não sente
E aqui no escuro
Nessas últimas horas
Eu entregarei meu coração
E sentirei o poder
Mas você não vai
Não, você não vai

Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
Se você não me ama
Se você não me ama

Terminei minha série de 100 poesias intitulada Fragmentos. Agora estou preparando a nova e logo, logo vou começar a postá-la, desde já agradeço a todos que leram, comentaram ou vão ler e comentar e espero encontrar todos e todas aqui.

Milton Cesar

Às vezes acaba em amor, mas outras só machuca…

Fragmentos 100/100 (Último desta série de poemas)

I hoped you’d see my face and that you’d be reminded. That for me, it isn’t over.

(Someone like you – Adele)

 

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Muitas vezes as ideias vem quando estou no carro

As rimas insistem em surgir

Estou escutando Adele e ela está cantando:

Eu tinha esperança de que você  visse meu rosto e que você se lembrasse de que para mim, não acabou…”

Porque estou tão apreensivo?

Me apaixonei de novo , mas não acredito mais no amor.

Perdi a vontade de me aproximar de ficar junto e me entregar…

Não pode ser apenas pelo sexo… isso se consegue em muitos lugares…

Não pode ser apenas pela carência… pois assim eu ficaria refém…

Existe uma dificuldade em ver que alguém pode gostar de mim…

Me disseram que eu só tinha defeitos.

Me contaram que eu era ruim…

Eu tentei amar, me entregar de coração…

Ser o companheiro das horas tristes e felizes…

Me calei apenas para escutar…

Me anulei para te deixar crescer…

Nunca me omiti e por isso perdi…

Agora estou aqui… com medo de reconstruir

Com medo de perder…

Nunca quis ser jogador… Não o sou…

Estou pensando em fugir, porque não sei mais o que é ser feliz…

Então como posso fazer alguém feliz?

Você chegou, conversou comigo, me roubou um beijo…

Pouco a pouco foi ocupando um espaço…

Mas chegou numa porta que não quero abrir…

Meu coração não quer se ferir

Minha mente não me deixa esquecer o quanto sofri…

Será que ainda amo quem diz não me amar mais?

Será que não posso fingir que sinto algo?

Não!

Não consigo, não posso fingir…

Eu disse logo no primeiro dia que não estava pronto

Que as feridas ainda estavam abertas

Que as dor ainda é intensa…

Você ouviu, entendeu sem entender…

Quer algo que não sei se posso dar…

Não tenho mais idade só para tentar…

Preciso da certeza que eu mesmo não posso ter…

Repito a música várias vezes e percebo que estou dirigindo a esmo…

Volto para casa devagar, mas não saio do carro

Fico escutando a canção…

Perdi a noite pensando

Nem vi o celular tocando…

Para não sofrer tenho que fazer sofrer?

Você me tratou com carinho

Me cobriu com o doce dos teus lábios

Fez amor comigo…

Mas eu não sei se ainda sei te fazer feliz…

Sou um homem marcado por um estigma profundo

O amor é só uma palavra que não entendo mais

É a rima de uma poesia sem rima na minha vida

Prometi que nunca mais a declararia

Porque sei que quando declarei

Me machuquei…

Eu choro todas as noites…

Todas as noites sem saber muito porquê

Me culpo, me sentenciei a solidão

Não me vejo feliz a muito tempo…

Não, não estou em depressão.

Apenas tenho medo de não poder amar…

Da culpa das minha perdas serem só minhas

Eu não quero viver o que não sei mais viver

Mas você quer me conquistar

Me fazer entender que podemos ser felizes

Podemos?

Eu poderia viver ao teu lado todos os dias

Te dando o mundo…

Mas seria felicidade?

Eu estou tão gélido…

Tão patético nas minhas lamentações

E mesmo assim tão verdadeiro nas minhas convicções…

A vida tem sido dura…

Não mais dura do que a de ninguém…

Mas especialmente difícil para mim…

Perdi o sentimento?

Ganhei o lamento!

Não quero recomeçar…

Pois não sei fazer isso…

Por isso estou aqui

Sentado no carro

Escutando Adele

E decidindo para onde ir…

Sozinho ou com você

Sorrindo por fora

Ou revelando como estou…

Tudo tem seu tempo

Então não sei o meu…

Um verso para decidir

O que só a poesia fala por mim

Tenho medo

Apenas o bom e velho medo…

De sofrer, de te fazer sofrer…

De pegar a estrada e depois querer voltar…

Medo de enganar o seu coração…

Medo de viver a emoção

Tenho medo de te deixar entrar ainda mais na minha vida…

(…se é que é vida…)

E depois te abandonar no meio do caminho…

Começar a construir

Um castelo que não quero ver cair

Não sei mais amar…

Não sei mais nada…

Serei sempre uma lembrança para você

Só não consigo controlar se boa ou ruim

Mas agora o que posso fazer é decidir

Dar uma chance para nós

Uma chance para você

Ou apenas para mim…

E Adele diz:

Às vezes acaba em amor,  mas às vezes em vez disso ele machuca sim. “

( Sometimes it lasts in Love, but sometimes it hurts instead, yeah.)

 

 

O sonho é livre

Fragmentos 99/100

A saudade de você tem apertado muito
O meu consolo é saber que você está feliz
Mesmo assim não consigo parar de sonhar com você.
E não consigo parar de te desejar mais ainda.
Ainda bem que o sonho é livre
não depende do nosso tempo, da nossa agenda, do nosso trabalho
nem de nenhum compromisso social.
Depende apenas de adormecermos…
O que fica é a saudade
(e só temos saudade do que foi bom)
 daquilo que queremos de volta…
da emoção…
Já não penso como deveria
Lágrimas são coisas perdidas
que vem e vão…
Versos de um poema de amor
Que leio, releio e causa dor
Mas mesmo assim não sai da mente…
Tenho sonhado com nós dois
Eu confesso
Em cada sonho um desejo floresce
Mas sei que nada vai mudar…
Te amo sim
mas…
deixa pra lá
Vou vivendo…
Amanhã é outro dia
A noite vai chegar
O sol vai nascer
Vou viver…
Sempre pensando em você.
Ainda bem que o sonho é livre…
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A voz no silêncio do que não escuto

Fragmentos 98/100

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Quem sabe se eu falar

Eu consiga me ouvir…

Mas minhas palavras são letras

Na tela do meu tablet

Revelando o que não digo

Contando segredos

Me despindo em frases

Aplacando dores

Pintando paisagens lindas

Do pôr do sol ao espetáculo da lua

Da beleza de um rio ao esplendor das montanhas

Tudo para poder dizer…

… sem uma palavra sequer…

O que me emociona

O que ocasiona felicidade

Ou o que me é mais familiar…

Dor…

Cada frase sem rima

Cada uma das palavras são como gritos…

Ou sussurros a quem puder ouvir…

Escrevo pelo vício de compor

Pelo sentimento de conversar…

A poesia é a voz no silêncio…

No silêncio do que não escuto…

Naquilo que falo muitas vezes sem me ouvir

A poesia é minha voz

Falada, declarada, escancarada…

No eco da montanha

Ou na calma do campo

Na imensidão do mar…

Na revolta do coração…

A poesia é a voz…

Minha voz quando digo que amo…

Quando digo que choro…

Quando digo que sou feliz…

Mesmo que na maior parte das vezes eu seja triste.

A poesia sou eu em carne, osso, versos sem rimas…

Na saudade infinita

Na vontade de ser diferente…

A poesia me traduz,

Me revela…

Falo em cada frase

O que o silêncio não diz…

E assim eu vou…

Apenas vou… escrevendo.

Quando estiver tão longe

Fragmentos 97/100

Quando quiser partir não vou me despedir, não olhe em meu olhar.

(Anjo – Versos & Rimas )

Quando estiver naquele trem

Voltando para sua casa

Não vou estar na estação para te dar adeus

Estarei esperando tua volta

Com os olhos cheios d’água

Das lágrimas que não deixo cair

Quando a saudade apertar

Estarei vendo suas fotos

Lendo seus versos

E tentando acreditar que não foi um sonho

Cada poesia, cada promessa…

Quando você estiver longe

Eu estarei planejando como continuar sem você

Estarei contando as horas

Esperando você…

Quero viver sempre ao teu lado

Estou apaixonado

Sempre que eu vejo você meu mundo para…

Não quero mais nada…

Por isso eu vejo mil rostos e todos são os teus…

Por isso quando você estiver naquele trem

Eu não estarei lá…

Porque só quero me lembrar de você aqui comigo

Não da sua partida…

Não da sua saída

E quando você estiver longe…

Sei que vai lembrar de mim…

Mas quando a saudade for mais forte

O ar faltar e a dor for tão intensa que eu não conseguir aguentar

Eu correrei para a estação

E pegarei o primeiro trem para você…

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No silêncio da noite, a saudade não se cala

Fragmentos 96/100

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Na madrugada apenas as corujas cantam

O silêncio é quase sepulcral

Quebrado vez ou outra por um carro

A temperatura cai

As almas estão em casa

O movimento  é ínfimo

Tudo para o corpo descansar

Repousar da labuta do dia

Das angústias da vida

Deixar que os olhos se encerrem no sono

Para sonhar ou só dormir

Alguns ainda trabalham

Mas outros estão recolhidos

Neste silêncio minh’alma está inquieta

Minha companheira chegou

Não me deu um beijo

Não me abraçou

Deitou-se ao meu lado

Não para fazer amor…

Apenas para ativar as lembranças…

Tirou meu sono

Me sentenciou a acordar

Me trouxe a amiga insônia

Companheira de tantos poemas

No silêncio da noite

A saudade não se cala

Chegou e se achegou de mim

Não vai embora

Não me deixa…

Traz o que insisto em esquecer no corre-corre do dia

Materializa quem eu não penso mais

Mas não consigo parar de lembrar que esqueci…

E assim a noite irrompe-se pela madrugada

O sol rasga o véu noturno

E tenho que seguir …

Preciso silenciar a saudade

E aproveitar a quietude da madrugada…

Mas não consegui

Quem sabe nesta noite…